Uma máxima muito interessante que li e que a reproduzo segundo a lembrança que me ficou dela:
"Se algo te aflige, não pense que a causa de tua aflição esteja neste algo: ela está sim no pensamento que tu fazes dele" (Marcus Aurélius).
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Também ouvi dizer que o filósofo Hume, já próximo da morte, teria tido um delírio, em que se passou mais ou menos o seguinte: Caronte, o barqueiro da mitologia grega, que vem fazer a travessia daqueles que partem da vida para a morte, teria vindo para buscar o filósofo, mas o encontra relutante em sua partida:
- Vamos, Hume, já está na hora.
- Mas já, Caronte? Me deixe ficar mais um pouco.
O barqueiro então lhe questiona:
- Mas por que você gostaria de ficar por mais tempo?
- Porque eu quero ensinar a virtude aos homens, respondeu o filósofo.
Caronte, então, lhe diz:
- Ah, Hume, você é esperto... Sabe que para isso você precisaria da eternidade!
- Vamos, Hume, já está na hora.
- Mas já, Caronte? Me deixe ficar mais um pouco.
O barqueiro então lhe questiona:
- Mas por que você gostaria de ficar por mais tempo?
- Porque eu quero ensinar a virtude aos homens, respondeu o filósofo.
Caronte, então, lhe diz:
- Ah, Hume, você é esperto... Sabe que para isso você precisaria da eternidade!
Certa vez ouvi uma pequena estória que foi escrita, segundo me foi dito, pelo filósofo Voltaire: havia um homem sobre uma mesa de cirurgia e ao seu redor estavam vários outros homens que lhe infligiam diversas vivissecções, cuja finalidade era tentar descobrir os segredos, os mistérios, as verdades acerca do ser humano. Todavia, aquele que estava sobre a mesa ria, enquanto sofria tais intervenções. Teria dito o filósofo: este sou eu, alguém que ri diante dos muitos sofrimentos que me advieram, pois se assim não fosse passaria a vida chorando.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
(Charles Chaplin)
(Charles Chaplin)
sábado, 9 de outubro de 2010
"Creio que a experiência humana é mais rica do que qualquer uma de suas interpretações, pois nenhuma delas, por mais genial e "compreensiva" que seja, poderia exauri-la. Aqueles que embarcam numa vida de conversação com a experiência humana deveriam abandonar todos os sonhos de um fim tranquilo de viagem. Essa viagem não tem um final feliz — toda a felicidade se encontra na própria jornada" (Zygmunt Bauman).
sábado, 11 de setembro de 2010
As palavras
O alfa e o ômega... Princípio e fim de toda vida humana, as palavras...
Sem elas simplesmente não seríamos. Através delas somos esse animal complexo, pleno de dúvidas, ambivalente, instigante. Porque sonha e sofre as invectivas das circunstâncias, todas elas cheias de significados atribuídos por nossa pretensa (mas nem por isso vã) e infinita capacidade de definir tudo que desperta interesse...
Através das palavras, damos sentido à vida, inventamos até mesmo o inesperado. Sentimos através das palavras! Quanto maior o repertório de palavras, mais sentimentos são passíveis de coabitar nosso inconsciente. Mais intensos nos tornamos e, por extensão, sofremos ou nos regozijamos conforme a efusão de pensamentos que fazemos da realidade a que estamos ligados.
Quem julga sofrer sem saber definir a razão do próprio sofrimento, sem dúvida sofre; mas não na mesma medida quando se compreende os motivos do sofrer. Pergunte a um ignaro sobre as causas de seu sofrimento e bem poucas serão apontadas; pergunte a um sábio: tecerá tamanhas considerações sobre elas que verás sofrimento até mesmo onde antes não era visto.
Pois não se é triste ou alegre tão-somente por uma simples combinação de metabolismo, hormônios e serotonina. Sendo humano, define-se enquanto tal através do sentido dado à existência, apreendida pela representação que dela fazemos. E a palavra é o representante por excelência de tudo aquilo que nos liga ao universo social de nossas vidas.
Que belas palavras precedam os caminhos que iremos trilhar!
Sem elas simplesmente não seríamos. Através delas somos esse animal complexo, pleno de dúvidas, ambivalente, instigante. Porque sonha e sofre as invectivas das circunstâncias, todas elas cheias de significados atribuídos por nossa pretensa (mas nem por isso vã) e infinita capacidade de definir tudo que desperta interesse...
Através das palavras, damos sentido à vida, inventamos até mesmo o inesperado. Sentimos através das palavras! Quanto maior o repertório de palavras, mais sentimentos são passíveis de coabitar nosso inconsciente. Mais intensos nos tornamos e, por extensão, sofremos ou nos regozijamos conforme a efusão de pensamentos que fazemos da realidade a que estamos ligados.
Quem julga sofrer sem saber definir a razão do próprio sofrimento, sem dúvida sofre; mas não na mesma medida quando se compreende os motivos do sofrer. Pergunte a um ignaro sobre as causas de seu sofrimento e bem poucas serão apontadas; pergunte a um sábio: tecerá tamanhas considerações sobre elas que verás sofrimento até mesmo onde antes não era visto.
Pois não se é triste ou alegre tão-somente por uma simples combinação de metabolismo, hormônios e serotonina. Sendo humano, define-se enquanto tal através do sentido dado à existência, apreendida pela representação que dela fazemos. E a palavra é o representante por excelência de tudo aquilo que nos liga ao universo social de nossas vidas.
Que belas palavras precedam os caminhos que iremos trilhar!
domingo, 15 de agosto de 2010
“Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti” (Nietzsche).
“A boca fala daquilo que o coração está cheio” (Jesus Cristo).
“O desejo é a metonímia do nosso ser” (Lacan).
“Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético” (Nietzsche).
“Quem aumenta o conhecimento, aumenta a dor” (Salomão).
“A boca fala daquilo que o coração está cheio” (Jesus Cristo).
“O desejo é a metonímia do nosso ser” (Lacan).
“Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético” (Nietzsche).
“Quem aumenta o conhecimento, aumenta a dor” (Salomão).
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